Para
alguns pode ser considerado o pai da moderna cultura brasileira.
Dirigiu o Departamento de Cultura e Recreação
da cidade de São Paulo, de 1935 a 1938, durante a gestão do prefeito
Fábio Prado, onde pôs em prática uma série de idéias, e ideais,
frutos das discussões quilométricas entre o grupo da intelectualidade
paulistana ( Alcântara Machado, Tácito de Almeida, Sérgio Milliet,
Rubens Borba de Moraes, Nino Gallo, Paulo Duarte, Almeida Prado,
Nicanor Miranda e outros) desde o "estouro" da Semana
de 1922 no Teatro Municipal. À frente do Departamento iniciou cursos
de etnografia e folclore, criou a Discoteca Pública e promoveu o
I Congresso da Língua Nacional Cantada. Autor, editor, pesquisador,
folclorista, empreendedor, guru, músico.... esta figura enigmática
e democrática, que procurou com sua obra tornar mais fácil o cotidiano
das pessoas, era Mário de Andrade. Nascido em São Paulo, a Paulicéia
Desvairada que tanto amava, a 9 de outubro de 1893, registrado
como MÁRIO RAUL DE MORAIS ANDRADE , estreou nas letras com um livro
de versos publicado em 1917. O Paulicéia Desvairada, que
despertou enorme furor na crítica especializada, surge em 1922.
Em 1938, após sua destituição do cargo de Diretor do Departamento
de Cultura em São Paulo muda-se para o Rio de Janeiro. Lá organiza
o anteprojeto que dará início ao SPHAN ( Serviço do Patrimônio Histórico
e Nacional). Morto, prematuramente, em 25 de fevereiro de 1945 deixou
uma lacuna que, segundo seus mais ardorosos amigos, jamais foi preenchida.
PARA
SABER MAIS: Revista do Arquivo Municipal v.198, S. Paulo, 1990.
Edição fac-similar da RAM CVI (1946), comemorativa ao primeiro aniversário
de morte de Mário de Andrade. A Revista traz uma bio-bibliografia
completa do autor
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